CONGREGAÇÃO | RMG – Concluída a Sessão Plenária de Verão do Conselho Geral: o convite do Reitor-Mor a escolher “o caminho de Neemias”
CONGREGAÇÃO | RMG – Concluída a Sessão Plenária de Verão do Conselho Geral: o convite do Reitor-Mor a escolher “o caminho de Neemias”
7 de agosto de 2026 Por paulo(ANS – Roma) – Concluída nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, na Sede Central Salesiana de Roma, a Sessão Plenária de Verão do Conselho Geral, iniciada no último dia 6 de julho. Como de costume, ao término dos trabalhos, o Reitor-Mor, padre Fabio Attard, dirigiu a “Boa-Noite” à Comunidade do Sacro Cuore, compartilhando um balanço do trabalho realizado e duas reflexões espirituais extraídas da recente encíclica do Papa Leão, Magnifica Humanitas.
Esta foi a segunda sessão do Conselho Geral no ano de 2026, de acordo com o novo método de trabalho adotado pela Congregação: três sessões de cinco semanas cada, com uma semana adicional na primeira sessão dedicada aos Exercícios Espirituais. Ao longo do mês, o Conselho tratou de uma agenda densa, que incluiu as nomeações de novos Inspetores e Superiores, a análise dos relatórios relativos às Visitas Extraordinárias, diversos temas de estudo – entre os quais a consulta sobre a Pontifícia Universidade Salesiana, as convocações dos Capítulos Inspetoriais, a preparação da Visita Extraordinária, os Projetos Pastorais do Conselho e os Estatutos dos Curatorium das Casas de Formação –, além de questões econômicas, o curso de formação para novos Inspetores e o retiro mensal conduzido pelo Cardeal Baldassare Reina.
Um método de trabalho que produz frutos
Ao iniciar sua intervenção, o Reitor-Mor dirigiu, em primeiro lugar, uma palavra de agradecimento aos membros do Conselho Geral e, consequentemente, a todos aqueles que compõem suas equipes ou que apoiam diariamente o trabalho da Sede Central. O novo método de trabalho, observou ele, envolve a todos sempre que o Conselho se reúne, pedindo que se valorize o tempo compartilhado por meio do estudo de temas de interesse regional e do acompanhamento de processos que reforçam a sinergia entre os diversos Setores.
Iluminado pela experiência pessoal, padre Attard constatou com satisfação que esse caminho já está produzindo frutos, embora exija “um esforço e uma energia adicionais”. Ele, então, expressou seu apreço e gratidão aos conselheiros e às colaboradoras e colaboradores: “sem a contribuição de cada um e de cada uma” – disse ele – “esse caminho não existiria ou seria muito mais frágil”.
Chamados a escolher: Babel ou Jerusalém
O centro do “Boa-Noite” foi dedicado a duas tiradas da Magnifica Humanitas do Papa Leão, capazes – disse o Reitor-Mor – de iluminar o serviço de governo e animação da Congregação.
Referindo-se ao primeiro número da encíclica, o padre Attard relembrou o convite do Papa a reconhecer que a humanidade se encontra hoje “diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova Torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. Para os consagrados à educação e a evangelização dos jovens, ressaltou ele, essas palavras exigem, antes de tudo, um discernimento sério, capaz de ir além da simples reação às emergências – o mesmo tipo de discernimento que, desde os tempos do “Colégio”, São José Cafasso ajudou Dom Bosco a fazer diante da cidade e dos jovens que nela viviam.
Retomando as duas imagens bíblicas apresentadas pela encíclica – a torre de Babel (Gn 11,1-9) e a reconstrução das muralhas de Jerusalém (Ne 2-6) –, o Reitor-Mor descreveu Babel como o projeto de uma humanidade que busca estabilidade e poder por meio da uniformidade, “uma obra concebida sem referência a Deus”, que sacrifica a dignidade das pessoas em nome da eficiência. A ela opõe-se Jerusalém, cidade a ser reconstruída não a partir de uma situação de conforto, mas das ruínas, com a coragem de quem ainda acredita ser possível um futuro de comunhão.
Neemias, modelo de discernimento e de missão compartilhada
O Reitor-Mor deteve-se, então, na figura de Neemias, que a encíclica apresenta como modelo de ação: antes de agir, ele jejuava, orava, intercedia pelo povo e só depois examinava em silêncio os locais destruídos. É a partir desse enraizamento interior, explicou padre Attard, que nasce a capacidade de olhar com esperança até mesmo para a cidade em ruínas – um caminho interior que, na vida de Dom Bosco, encontra um paralelo em sua “familiaridade consolidada com o extraordinário”, alimentada pela fé, esperança e caridade desde o batismo.
Para concluir, o Reitor-Mor reiterou que, todos os dias, tanto na vida pessoal e comunitária quanto na ação pastoral, somos chamados a escolher entre a “síndrome de Babel” e o “caminho de Neemias”. Como educadores e pastores, disse ele citando a encíclica, a escolha possível é única: aquela que consiste em “construir juntos, transformando a diversidade em recurso e fazendo da escuta e do diálogo o terreno comum sobre o qual fazer crescer a justiça e a fraternidade”, para o bem dos jovens.
Deixando a outros momentos a análise mais aprofundada de outras reflexões oferecidas pela Magnifica Humanitas, padre Attard encerrou sua intervenção à Comunidade da Sede Central, ao final de uma sessão plenária vivida, mais uma vez, sob o signo da comunhão e da corresponsabilidade no serviço ao carisma de Dom Bosco.
Fonte: ANS



