CONGREGAÇÃO | RMG – A caminho da canonização da Irmã Maria Troncatti FMA: Coração de Mãe

CONGREGAÇÃO | RMG – A caminho da canonização da Irmã Maria Troncatti FMA: Coração de Mãe
26 de setembro de 2025 Por paulo(ANS – Roma) – A Comissão histórico-espiritual litúrgica, instituída pelas Filhas de Maria Auxiliadora, em preparação à canonização da Irmã Maria Troncatti (1883-1969), prevista para 19 de outubro, elaborou um itinerário para conhecer melhor a figura da Bem-Aventurada, sua mensagem e sua atualidade – a partir do lema “Mãe, missionária, artífice de paz e reconciliação”. Com esse subsídio, hoje aprofundaremos o primeiro aspecto destacado pelo lema da canonização: a maternidade espiritual da Irmã Trocatti, fruto de seu encontro com Cristo Jesus e de sua transformação em “auxiliadora” entre o povo.
O seu era um verdadeiro coração de mãe. Todos os que precisavam dela, eram acolhidos. Sem distinções, colonos e chuares encontravam nela uma palavra de consolação, um olhar materno, uma escuta profunda das suas dificuldades. Tal como a mãe dá maior atenção ao filho mais fraco, a Irmã Maria dirigia um olhar de predileção pelos mais necessitados e desfavorecidos. Mulheres, crianças, órfãos, pessoas em dificuldade…, eram o objeto dos seus cuidados. Curar os doentes, educar e salvar as crianças era a sua missão. Ao longo de sua existência, tudo havia doado aos outros, nada guardando para si.
Sua verdadeira riqueza eram as relações com o povo. Também quando, já idosa, era visitada por seus “filhos amados”, como a uma verdadeira mãe.
“Não posso mais trabalhar – dizia – mas estou feliz de me entreter com meus pobres ‘filhos’: sempre chegam doentes ao hospital, vêm de longe e para me visitar”.
Qualquer um podia encontrar a amada “abuelita” (avozinha) na soleira do Hospital Pio XII – de que tanto gostava – sentada e pernas inchadas, pronta para acolher a todos. Como missionária salesiana, aprendeu a amar apaixonadamente a Cristo, demonstrando o mesmo amor apaixonado nos gestos concretos de cada dia às pessoas às quais fora enviada.
Em 1922, em Nizza Monferrato, a jovem educanda Marina Luzzi, já no fim da vida, havia previsto a terra em que viveria o ‘Da mihi animas, cetera tolle’. A Ir. Troncatti, que a assistia como enfermeira, ficara perplexa. Poucos dias depois, recebeu da Madre Catarina Daghero uma mensagem: seria missionária na selva equatoriana. As palavras de Dom Bosco na carta de Roma de 1884 marcariam sua presença entre aquele povo: “Não basta amar… É preciso que as pessoas saibam que são amadas”.
A Irmã Troncatti, com sua maternidade, grande humildade, escuta e benevolência, conquistou o coração de todos. Sua preocupação era sempre poder trazer alívio. Não podia permanecer indiferente perante qualquer tipo de sofrimento. Logo levava ajuda e conforto, como “uma verdadeira mãe”.
A mesma maternidade foi sentida pelo jovem Salesiano, Sr. Cosimo Cossu, destinatário da última carta – escrita pela Ir. Troncatti na véspera de sua morte, ocorrida em Sucủa, Equador, em 25 de agosto de 1969, num acidente de avião – com os votos pelo onomástico antes de sua partida para Quito.
“Estou realmente encantado; para mim é um sonho que se fez realidade em tão pouco tempo”, diz o Sr. Cosimo, na entrevista, referindo-se à canonização agora iminente. “Nunca pensei que viveria este dia em que a Irmã Maria será colocada por Deus qual exemplo, guia e mestra para cada um de nós”.
Sobre a maternidade da Ir. Troncatti, o salesiano não tem dúvidas: “Desde o início de sua vida apostólica no Equador, ela foi uma mãe para todas as pessoas que encontrou, especialmente as mais desfavorecidas”. Ao lembrar o incêndio criminoso que atingiu os salesianos na missão de Sucúa, acrescenta: “Ela foi um anjo da guarda no momento mais difícil, vivido não apenas pela missão mas por toda a população de Sucúa”.
“O segredo de sua santidade – conclui – estava em sua capacidade de reconhecer o rosto de Jesus em cada pessoa que encontrava”.
Assista aqui ao vídeo com a entrevista concedida pelo Sr. Cossu.
Para mais informações, visite o site da canonização da Irmã Maria Troncatti: https://mariatroncatti.org/


