DIÁCONOS | Raimundo Luan Gonçalo
DIÁCONOS | Raimundo Luan Gonçalo
8 de fevereiro de 2021 Por suporteNunca seja um diácono só de sacristia, mas seja um diácono da periferia.
NORDESTE HOJE: Em seu caminho vocacional e formativo, quais foram os momentos mais marcantes?
S RAIMUNDO LUAN: Dos muitos momentos cruciais em minha caminhada vocacional e formativa, eu posso destacar o dia de minha primeira profissão religiosa como Salesiano de Dom Bosco (31 de janeiro de 2013). Naquele dia, embora eu estivesse ainda dando os primeiros passos de uma caminhada, não obstante o fato de ainda ter muito a aprender e a amadurecer, eu já sentia uma convicção tão forte de que eu queria ser Salesiano para sempre, que repeti mentalmente por diversas vezes uma das frases da nossa fórmula de profissão religiosa: “embora com o desejo de consagrar-me por toda a vida…”, que antecede a afirmação da exigência canônica dos votos temporários. Todos as vezes que fazia a renovação de minha profissão religiosa, eu sentia essa mesma força ao dizer essa frase. Até que, há um ano, no dia 25 de janeiro de 2020, eu fiz a profissão perpétua como Salesiano de Dom Bosco, e falei com voz forte, expressando a convicção que tenho desde o meu noviciado: “faço votos PARA SEMPRE”! Que alegria! Ao mesmo tempo, que responsabilidade diante da força dessas palavras, ditas não levianamente! Em resumo, os momentos que destaco como os mais marcantes da minha caminhada vocacional foram a minha primeira profissão religiosa como Salesiano, e a minha profissão religiosa perpétua como membro da Sociedade de São Francisco de Sales.
NORDESTE HOJE: No Capítulo Geral 28, a Congregação chegou a delinear o perfil do salesiano de hoje. Você encontra algum dos traços esperados em seu colega José Geraldo?
S RAIMUNDO LUAN: Sim. Geraldo busca ter sempre uma presença efetivamente educativa no meio dos jovens, acompanhando-os não apenas como uma liderança qualquer, mas como referência daquele amigo que ajuda e orienta tanto em situações práticas como em questões existenciais. Vejo em Geraldo o empenho em expressar o “‘sacramento salesiano’ da presença”, uma das categorias mais belas apresentadas pelo Reitor-mor no delineamento do perfil dos salesianos para os jovens de hoje.
NORDESTE HOJE: O que você sonha como realização do seu diaconato, neste ano ainda marcado pela pandemia?
S RAIMUNDO LUAN: Desejo viver o meu diaconato realmente no serviço da caridade. Se me for permitido, com as devidas medidas de segurança sanitárias, desejo visitar os doentes e levar a eles a Palavra de Deus por meio das Sagradas Escrituras e da Sagrada Comunhão Eucarística. Ainda que o serviço litúrgico seja algo importante que exercerei com a devida diligência, quero dar ao meu ministério diaconal uma tônica que ultrapasse o serviço do altar e da pregação da Palavra. Pretendo potencializar o meu trabalho com as periferias existenciais da sociedade, empenhando-me também em momentos de formação ao povo de Deus. Finalizo minha fala citando um conselho a mim transmitido por um experiente diácono permanente da paróquia salesiana de Juazeiro do Norte, muito querido por mim, que foi o primeiro diácono que conheci em minha vida, o Diác. Luiz Gonzaga, mais conhecido como Diác. Lula: “Nunca seja um diácono só de sacristia, mas seja um diácono da periferia”. Que Deus me ajude a realizar esse bom propósito!
Por Serviço Inspetorial de Comunicação
