Pe. Valdemar Pereira | JABOATÃO-COLÔNIA, ONDE O CÉU TOCOU A TERRA
Pe. Valdemar Pereira | JABOATÃO-COLÔNIA, ONDE O CÉU TOCOU A TERRA
28 de julho de 2021 Por paulo(Aspecto das Romarias e minha experiência ali vivida)
Pe. Valdemar Pereira,sdb
O Divino Criador
Escolheu onde queria
Que fosse erguido um templo
À Santa Virgem Maria,
E apontando com o dedo:
“É sobre este rochedo,
Melhor lugar não teria”
No coração da floresta,
Reserva da mata atlântica,
Com a natureza em festa
Onde a passarada canta,
Um engenheiro excelente,
Iluminado e contente,
Sentou-se e traçou a planta.
A construção começou
Saindo já do papel,
Tijolos, areia e pedras,
Material a granel…
Mestre de obras, pedreiros,
Sob a guia de engenheiros
E sob as bênçãos do céu.
“É sobre a pedra que eu construirei,
A minha Igreja”, assim falou Jesus,
Se referindo a Pedro, o escolhido,
Que morreu pendurado numa cruz.
Os passos dados dessa construção,
Sobre o rochedo, Colônia/Jaboatão,
Foram sinais de fé, amor e luz!
Nossa Senhora assistiu
Toda aquela construção…
E sua imagem ocupou
Um lindo lugar/visão.
Daquele nicho domina,
Com seu olhar que se inclina
Pros fiéis em oração!
Quem com fé ali rezar
O rosário de Maria,
Contemplando aquela imagem
Entra logo em harmonia,
Com a Virgem Auxiliadora
A Santa Mãe protetora,
Louvada em Romaria.
O rosário é força viva,
Para apontar o caminho;
O rosário de Maria
Nunca me deixa sozinho.
Rosário degraus do céu,
Rosário sublime véu,
Para o rico e o pobrezinho.
Pra esta Basílica Santa
Temos grandes romarias
Em cada mês de outubro
Um evento de alegria…
Lindo como o arrebol,
Quer chova, quer faça sol,
Com ou sem a pandemia.
Geralmente a romaria
Começa com a procissão.
Vem um carro com a imagem
D’Auxiliadora dos Cristãos,
E o povão acompanhando,
Vem rezando, vem cantando
Com amor e devoção!
A multidão se aglomera
Na jornada de um dia,
Vindo de perto ou de longe,
Para louvar a Maria.
Unidos como irmãos,
Com o tercinho nas mãos
Rezam e cantam com alegria!
Têm celebrações de missas
Têm filas pras confissões,
Há muitos “dedos de prosas”,
São “saudosos encontrões”.
Têm feirinhas, têm bananas,
Tem João Carlos e sua Banda,
No fim das celebrações.
Na missa de encerramento
Se brincar tem chororô…
A saudade antecipada,
Do evento que acabou,
Deixa o povo em vibração:
“Adeus, meu Jaboatão…
Para o ano aqui estou!…”
As comitivas vão saindo
Deixando o local vazio.
A limpeza do ambiente,
É como apagar pavio,
D’ um círio que iluminou
Todo o dia anterior…
É como voltar ao estio.
Jaboatão, o teu nome
Ninguém esquece jamais.
Tu és eterna canção
Dos verdes canaviais.
É doce te visitar…
Porém, para morar,
A isolação é demais!
Pensar nesta Colônia
É lembrar o Padre Vellar,
Padre Ângelo Vicentin,
Santiago, e toda aquela
Geração, cuja lembrança,
Nos ossos que ali descansam,
No Mausoléu da “Capela”.
É lembrar Dona Zefinha,
Nossa “Mamãe Margarida”,
Que cuidava da cozinha,
Caprichando na comida,
No tempo do Aspirantado,
No nosso NovicIado!
Um santo exemplo de vida!
