ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA | Jovens missionários vivem experiência de animação missionária nas comunidades ribeirinhas da Amazônia
ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA | Jovens missionários vivem experiência de animação missionária nas comunidades ribeirinhas da Amazônia
ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA E DO VOLUNTARIADO 24 de julho de 2026 Por pauloEntre os dias 8 e 20 de julho, 21 jovens missionários e assessores de diferentes regiões do Brasil participaram de uma intensa experiência de animação missionária na Diocese de Macapá (AP). Vindos de cidades como Fortaleza (CE), Curitiba (PR), São Luís (MA), São Paulo (SP), Recife (PE) e outras localidades, eles responderam ao chamado missionário e partiram para anunciar o Evangelho nas comunidades ribeirinhas da Amazônia.
A missão foi fruto de um caminho de preparação vivido ao longo de um ano. Por meio de encontros formativos, espirituais e missionários, conduzidos pelo Padre João Carlos, sdb, os jovens foram preparados para compreender que a missão começa muito antes da viagem: nasce na oração, na formação e na disponibilidade de responder ao chamado de Deus.
Já em Macapá, antes do envio às comunidades, os participantes receberam uma formação do bispo da Diocese de Macapá, Dom Antônio de Assis Ribeiro, sdb, que apresentou a realidade amazônica, seus desafios pastorais, riquezas culturais e a importância da presença missionária naquele território.
Em pequenos grupos, os missionários seguiram para as comunidades das Ilhas da Foz do Amazonas, no Arquipélago do Bailique, onde permaneceram durante vários dias. Hospedados nas casas das famílias, partilharam a rotina das comunidades, realizaram celebrações, momentos de oração, visitas às famílias, atividades com crianças e encontros de convivência.
Mais do que cumprir uma programação, os jovens viveram uma verdadeira experiência de presença, uma das marcas da espiritualidade salesiana. O contato diário com as famílias permitiu criar vínculos de amizade e experimentar a força da evangelização por meio da escuta, da convivência e da simplicidade.
“A missão nos mostrou que evangelizar é, antes de tudo, estar presente. Fomos para anunciar Cristo, mas voltamos profundamente evangelizados pela simplicidade, pela alegria e pela fé das comunidades que nos acolheram. Ao sermos recebidos nas casas das famílias, experimentamos o próprio cuidado de Cristo em cada gesto de carinho, em cada refeição partilhada e em cada conversa”, descreve a missionária Deborah Brito.
A missionária Carolinne Ferreira destaca que a experiência transformou tanto os missionários quanto as comunidades.
“Mais do que levar algo, fomos convidados a caminhar com aquele povo. Em cada visita percebíamos que Deus já estava ali.
A missão nos ensina que quem acolhe também evangeliza, e que a presença fraterna é capaz de revelar o amor de Deus.”
A experiência missionária foi encerrada durante o II Acampamento Juvenil Diocesano, em Macapá, que reuniu cerca de mil jovens em um grande momento de espiritualidade, fraternidade e celebração da fé.
Após dias intensos de missão, as canoas voltaram ao porto, as malas foram fechadas e os caminhos se separaram. Mas, o coração dos missionários já não era o mesmo. Como destaca o Padre Magno, sdb, “Quem encontrou Cristo no rosto simples daquele povo, no sorriso das crianças, nas mãos calejadas dos ribeirinhos, no silêncio dos rios e no canto da floresta, jamais regressa como chegou”.
A missionária Deborah afirma que a experiência deixou marcas que serão levadas para toda a vida.
O Pe. Magno Xavier destaca: “A partir de agora, o açaí despertará a memória afetiva da mesa cheia de vida, da refeição partilhada de forma simples e acolhedora com as famílias ribeirinhas. A Amazônia nos evangelizou e voltamos para nossas comunidades levando os ensinamentos, a esperança e a fé desse povo.”
Mais do que uma ação pastoral, a missão reafirmou a essência da espiritualidade salesiana: ser presença que educa, evangeliza e ama. Inspirados por Dom Bosco, os jovens descobriram que, ao saírem para anunciar Cristo, também foram profundamente transformados por Ele no encontro com o povo amazônico.
Por Déborah Brito
















