DIÁCONOS | Paulo Henrique de Almeida Silva

DIÁCONOS | Paulo Henrique de Almeida Silva
8 de fevereiro de 2021 Por suporteE quando fui deixar você em Carpina-PE, eu disse a Nossa Senhora que cuidasse de você.
NORDESTE HOJE: Em seu caminho vocacional e formativo, quais foram os momentos mais marcantes?
S PAULO HENRIQUE: O Papa Francisco nos ajudou a refletir em uma de suas homilias, que o nome de Deus é misericórdia e que ele sempre surpreende. Pouca gente sabe que o que forma de verdade o coração de um vocacionado são as orações e as palavras de incentivo de quem a gente menos espera. Considero marcante as tantas vezes em que eu não quis ir para determinados lugares, e justamente ali, foram as ocasiões que Deus mais falou comigo. Isso em forma de abraços, de sorrisos, e de expressões como: “Será que seus pais sabem do bem que você nos faz?”. Isso para mim é o sinal de Deus comigo.
A lista de fatos e situações seria incontável! E a nossa vida salesiana nos permite passar por diversos lugares, justamente para acumularmos no coração, uma bagagem pesada de sorrisos, situações e muitas alegrias ao lado de muitos jovens! Nessa mesma bagagem também trazemos muitas situações difíceis que nos fizeram refletir e chorar! Isso fez e faz de mim não um super religioso, mas alguém que divide com Jesus até os sentimentos. Isso é uma consciência que vamos aprendendo no decorrer da caminhada!
Eu não posso deixar de destacar o dia feliz de 01 de Maio de 2004, quando entrei pela primeira vez no Oratório do Curado (Jaboatão-PE), e pela primeira vez ouvi falar em Dom Bosco. Considero ímpar o dia 03 de fevereiro de 2018 – dia em que ingressei no Aspirantado São Domingos Sávio em Carpina-PE e o dia 31 de Janeiro de 2013 em que emiti a minha primeira profissão religiosa, em Curitiba-PR. E para concluir, um fato marcante foi ouvir da minha mãe a seguinte expressão: “Quando você foi embora, eu senti um vazio que me fez sofrer muito. E quando fui deixar você em Carpina-PE, eu disse a Nossa Senhora que cuidasse de você. Eu devo muito a ela, pois hoje eu vejo o quanto ela cuidou e cuida de você”.
NORDESTE HOJE: No Capítulo Geral 28, a Congregação chegou a delinear o perfil do salesiano de hoje. Você encontra algum dos traços esperados em seu colega Luan?
S PAULO HENRIQUE: Em um dado momento da carta que apresenta a proposta do Reitor-Mor por ocasião da conclusão do capítulo, nos diz que a nossa maior contribuição, e essa vivida de forma específica, é a de sermos ícones do estilo de vida de Jesus. E o meu irmão Luan me edifica, de modo especial quando me recorda que devemos levar uma vida de simplicidade e alegria, mesmo quando estamos diante dos desafios da caminhada. Quem o conhece, sabe o quanto ele vibra com os momentos de fraternidade na nossa comunidade, sem contar com sua disponibilidade aos irmãos.
Um outro traço marcante é a sua sensibilidade com as realidades juvenis, assim como a sua sólida consciência política que não mede limites quando se trata de valorizar a pessoa e denunciar as injustiças presentes. E como descreve o nosso Reitor-Mor, isso é questão de opção fundamental e preferencial de um coração salesiano.
NORDESTE HOJE: O que você sonha como realização do seu diaconato, neste ano ainda marcado pela pandemia?
S PAULO HENRIQUE: A missão do diácono se realiza não somente no serviço litúrgico, mas como homens da caridade, dedicados ao anúncio da palavra e de autoridade discreta. Peço a Deus que alimente em mim o desejo de o amar e servir, me ofertando a cada dia um coração salesiano que se alegre com os que se alegram, e que chore com os que choram (Cf. Rm. 12,15).
É certo que a pandemia vem deixando no nosso povo cicatrizes terríveis, porém tem sido o período que mais eles precisaram da nossa oração, dos nossos ouvidos, e da nossa ajuda. Que o sacramento da ordem no grau de diácono, fortifique em mim e nos meus irmãos, o desejo de continuar disponíveis aos projetos de Deus para o bem do seu povo.
Por Serviço Inspetorial de Comunicação


