JUAZEIRO DO NORTE – Horto do Pe. Cícero | Medidas preventivas contra o covid-19

JUAZEIRO DO NORTE – Horto do Pe. Cícero | Medidas preventivas contra o covid-19

22 de abril de 2020
A Colina do Horto do Padre Cícero é um dos principais pontos turísticos de Juazeiro do Norte e do interior do Estado. Todos os anos, milhares de romeiros, devotos e fiéis visitam a Colina para cumprir promessas e renovar a fé no “Santo de Juazeiro”. Em 2020, pela primeira vez em 50 anos, a colina teve que fechar os portões, assim como, todos os templos, igrejas e instituições religiosas do Estado do Ceará. A decisão foi tomada em cumprimento às medidas adotadas pelo Governo do Estado do Ceará através do Decreto Estadual nº 33.510, de 19 de março de 2020, em comunhão com as orientações da Diocese do Crato, a fim contribuir no combate ao coronavírus e garantir a segurança dos colaboradores, comerciantes e visitantes que frequentavam a Colina diariamente. Diante do atual cenário, a administração do Horto teve que se adaptar e encontrar formas de continuar suas atividades. Dos 35 funcionários, apenas seguranças e manutenção predial continuam no Horto, todos os outros, estão trabalhando via Home Office. E para que os colaboradores não sejam prejudicados nesse período, a administração está buscando tomar as medidas cabíveis em colaboração com as alternativas sugeridas pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda através da MP 936. Em relação aos quase 800 comerciantes e arrendatários, a administração suspendeu temporariamente o aluguel das barracas e lojinhas. Tendo em vista que a grande maioria dos lojistas obtinha sua renda exclusivamente do comércio, no entorno do monumento. Além das adaptações administrativas, o Horto do Padre Cícero também resolveu inovar durante a Semana Santa, evento que anualmente reunia milhares de pessoas na Colina. Como uma alternativa para aqueles que costumavam acompanhar as celebrações desse período no Horto, a Coordenação de Pastoral decidiu transmitir, através de live na página do Facebook, as Santas Missas para que os fiéis não deixem de realizar suas orações nesse momento de penitência. Por Rute Brasilina
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BONGI – Escola Dom Bosco | Superação Através da Oportunidade

BONGI – Escola Dom Bosco | Superação Através da Oportunidade

22 de abril de 2020
Quem vê o jovem Jeferson hoje, um orgulhoso funcionário efetivo do Instituto Materno Infantil de Pernambuco - IMIP, não imagina o trajeto percorrido por ele até aqui. Nascido no interior de Pernambuco, Jeferson conviveu com a violência familiar, fome e descaso. Abandonou os estudos para trabalhar, muitas vezes em troca de um prato de comida e, apesar de tudo, entre um corte de cana e outro, sonhava com aquilo que gostaria de ter: oportunidade de estudar e alguém que acreditasse nele. E foi em busca desse sonho, que o nosso jovem herói decidiu se aventurar indo para o Recife sem dinheiro e sem apoio, mas com muita garra e força de vontade. Na capital, Jeferson encontrou na Escola Dom Bosco Recife, um lugar onde poderia novamente sonhar. Iniciou sua aprendizagem profissional junto ao IMIP, empresa parceira do Programa Jovem Aprendiz. O salário da aprendizagem ajudou Jeferson a se manter na capital e iniciar uma graduação. Nosso aprendiz foi tão bem-sucedido ao desempenhar suas funções que, antes mesmo do final do seu contrato de aprendizagem, foi absorvido para o corpo efetivo da empresa; uma empresa que um dia decidiu abrir suas portas para um jovem humilde do interior e acabou transformando uma vida! Muitos jovens como Jeferson contam com pessoas dispostas a ajudar a ter um futuro de esperança. Seja você também um transformador de vidas acessando o site da União Pela Vida – UPV, através do link http://upv.org.br/obra/79-escola-dom-bosco , fazendo seu cadastro e realizando uma doação de qualquer valor. Por Comissão de Comunicação Escola Dom Bosco Recife
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SALESIANIDADE | DOM LUSTOSA, MISSIONÁRIO NA AMAZÔNIA

SALESIANIDADE | DOM LUSTOSA, MISSIONÁRIO NA AMAZÔNIA

22 de abril de 2020
Dom Antônio de Almeida Lustosa foi generoso no seu ministério episcopal à Igreja. Serviu à Igreja como Bispo de Corumbá/MT, Uberabá/MG e Arcebispo de Belém/PA e finalmente de Fortaleza/CE. Em Belém, do Pará, esteve governando a Arquidiocese por bem dez anos, de 1931 a 1941. Belém, com a sua realidade amazônica, era terra de exigências particulares, sobretudo pelas longas distâncias que o Pastor diocesano deveria percorrer para alcançar o seu rebanho. As viagens de barco eram uma constante no apostolado dos sacerdotes e missionários da Amazônia. A chamada “desobriga” consistia na visita de barco ou lancha que o sacerdote fazia às comunidades ribeirinhas, no interior dos rios e florestas, comunidades na grande maioria desprovidas de atendimento sacerdotal fixo. Em uma dessas visitas pastorais de Dom Lustosa, pelo caudaloso rio Guamá, acompanhado pelo salesiano Padre Virgílio Agnoletto, os dois chegando a uma comunidade ribeirinha anunciaram que em breve iriam celebrar a Santa Missa. Enquanto o povo se preparava, tanto P. Virgínio quanto Dom Lustosa se puseram a confessar debaixo das árvores, próximo a capela do povoado. Sentado numa lata, P. Virgínio começou a se incomodar, quando viu formigas saúvas passando pelos seus pés, foi quando notou que Dom Lustosa estava por sua vez, sentado sobre um formigueiro, com as saúvas saindo aos montes e o Servo de Deus sem reclamar de nada. Uma das características de Dom Lustosa em suas viagens apostólicas era anotar tudo o que via e ouvia de interessante sobre os lugares, a natureza, o modo de viver e agir do povo. Portanto, trazia sempre no bolso da batina um bloquinho com um lápis para tomar nota de suas experiências. Dessas notícias e observações recolhidas, fazia questão de publicar ou usar em suas catequeses e ilustrações em suas homilias para todos os fiéis. Notava-se no Servo de Deus o desejo de encarnar-se na realidade do seu povo, reconhecendo as “sementes do Verbo” já presentes no coração do povo amazônida. Nas visitas pastorais aos povoados simples dos pescadores paraenses, comia com alegria e simplicidade da mesma comida que o povo humilde lhe servia. Mostrava-se sempre acolhedor e paciente em escutar a todos. Diziam os salesianos que o acompanhavam: Era aquele mesmo carisma de Dom Bosco, que com uma palavra delicada ao pé do ouvido depositava consolo, esperança e conversão em tantos que o ouviam. Após as celebrações da Santa Missa, Dom Lustosa gostava de se entreter com as crianças. Perguntava como estavam se comportando, se iam ao catecismo e se faziam suas orações. Como diziam as Constituições Salesianas, era sinal e portador do amor de Deus aos jovens. Num belo testemunho, Dom João Resende Costa, salesiano, que foi Arcebispo de Belo Horizonte, conta que na ocasião de uma Visita Ad Limina (Visita Canônica que todo Bispo deve fazer ao Papa regularmente), quando ainda era estudante de teologia, em Roma, ele foi encarregado de acompanhar Dom Lustosa em algumas visitas que devia fazer. O jovem seminarista testemunha assim: “Fiquei edificado com todo o seu modo de ser. Era a piedade, a bondade, a humildade. Era a dignidade sem afetação, a competência sem exibição. Nunca se prevaleceu de seu valor, mantendo em toda parte uma atitude de modéstia e de simplicidade”. Nos dez anos de seu governo à frente do Arcebispado de Belém, ele visitou todo o território da Arquidiocese, apesar das grandes dificuldades de acesso e grande extensão territorial. A partir de setembro de 1932, Dom Lustosa passou a publicar no periódico católico "A Palavra", suas crônicas relativas às visitas pastorais. Esta coluna terá o nome de "À Margem da Visita Pastoral". De sua pena saíram ainda muitos outros livros, entre os quais uma biografia de Dom Macedo Costa, Bispo do Pará. Dentre as muitas realizações de Dom Antônio Lustosa em Belém, destacam-se a reabertura do Seminário Nossa Senhora da Conceição, confiado à administração dos Salesianos; criação de diversas paróquias; instalação de comunidades religiosas dos Padres da Santa Cruz, das Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, das Irmãs Franciscanas Capuchinhas, das Angélicas de São Paulo e das Irmãs de Nossa Senhora da Anunciação. No dia 19 de julho de 1941, por ordem do Papa Pio XII, Dom Lustosa é transferido para a Arquidiocese de Fortaleza, Ceará. Por Pe. Sérgio Lúcio Alho da Costa, sdb Colaborador e Promotor no Brasil da causa da canonização de Dom Antonio Lustosa
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