CONGREGAÇÃO | Itália – Um curso para Mestres de Noviços em Genzano di Roma

CONGREGAÇÃO | Itália – Um curso para Mestres de Noviços em Genzano di Roma

21 de novembro de 2024 Por paulo
(ANS – Genzano di Roma) – No domingo passado, 17 de novembro de 2024, vinte e oito Cooirmãos Salesianos, em sua maioria Mestres de Noviços, procedentes dos noviciados salesianos de todo o mundo, iniciaram um curso de formação de três semanas em Genzano di Roma. Coordenados pelo Sr. Raymond Callo, da Equipe do Setor para a Formação. O curso se concluirá sábado, 7 de dezembro. O encontro começou na sessão introdutória pelo P. Stefano Martoglio, Vigário do Reitor-Mor (v. art. 143 Const. SDB) e visa abordar temas-chave: a vida consagrada salesiana, o Sistema Preventivo como estilo de formação, acompanhamento e discernimento, maturidade afetiva e sexual, a formação na missão. O trabalho também dedica muita atenção à figura do Mestre de Noviços e à construção da capacidade de escuta e acompanhamento espiritual. O método usado é o experiencial-reflexivo, com amplo espaço para oração, mútua interação, compartilhamento. Neste ano de 2024, a Congregação Salesiana conta com 410 noviços, distribuídos em 31 noviciados: 10 na Região África-Madagascar, 7 na Região Ásia Leste-Oceânia, 6 na Região Ásia Sul, 3 na Região América Cone Sul, 3 na Região Interamérica, 1 na Região Mediterrânea e 1 na Região Europa Centro-Norte. O último curso do gênero foi realizado em 2016, em Roma, na então Casa Geral em Via della Pisana, 1111, quando participaram 40 noviciados e o curso foi realizado em duas sessões, uma em inglês e outra em italiano. Este ano, o curso foi realizado em sessão única, com auxílio de tradutores. [gallery columns="2" size="large" ids="442419,442420,442421,442422,442418"]
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CARPINA | Pastoral Escolar realiza retiro com alunos que farão a Primeira Eucaristia

CARPINA | Pastoral Escolar realiza retiro com alunos que farão a Primeira Eucaristia

ESCOLA E CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 19 de novembro de 2024
No dia 16 de novembro, as crianças da catequese do Salesiano Carpina (PE), vivenciaram uma manhã de espiritualidade, em preparação para receber o sacramento da Primeira Eucaristia. O momento aconteceu na casa de retiros das Filhas de Sant’Ana, localizada no município carpinense. Dentre as várias experiências que as crianças tiveram nesse dia, foi realizada a acolhida com um momento de louvor e oração, em que cada uma interagia de maneira dinâmica com as outras. Nesse momento inicial, também foi feita a consagração a Nossa Senhora, pedindo o Espírito Santo sobre todos os presentes. Em seguida, houve um momento de partilha da palavra de Deus e reflexão sobre a importância da Eucaristia na vida de todos, ministrada pela convidada, Marluce, que é catequista da Paróquia de São José. Ela levou as crianças a entenderem melhor como a Eucaristia é esse grande tesouro para todos. Logo após, aconteceram dois momentos de reflexão para as crianças, para preparar o coração delas para receberem o sacramento da confissão em alguns dias. O primeiro momento foi uma dinâmica, realizada por Amanda, da nossa Pastoral Escolar, onde elas puderam entender melhor sobre os efeitos do pecado na nossa vida, como ele nos deixa cegos e como ele atrapalha nossa vida e nossa caminhada com Deus. O segundo momento foi uma partilha e reflexão da palavra feita pelo coordenador da Pastoral, padre Antônio João Neto, sdb, em que ele refletia sobre a misericórdia de Deus na nossa vida, meditando as parábolas do filho pródigo, da moeda perdida e do Bom Pastor. Em seguida, houve uma dinâmica onde cada participante recebia um presente muito valioso e o dava para seu colega, esse presente era Jesus. [gallery columns="2" size="large" ids="442292,442293,442294,442295"] Como forma de concretizar toda a experiência que as crianças viveram nessa manhã, elas fizeram um gesto concreto de compromisso com Deus. Tendo como exemplo São Domingos Sávio, que escreveu alguns propósitos para viver a santidade, cada criança escreveu 4 compromissos que elas assumiram diante de Deus para sua vivência de fé. Concluindo essa manhã de espiritualidade, houve um momento de adoração ao Santíssimo, em que, diante de Jesus Eucarístico, cada uma apresentou seu coração e sua vida, se preparando para ser morada do Senhor. Por Rafaela Ramos - Pastoral Escolar do Salesiano Carpina Fotos - Pastoral Escolar do Salesiano Carpina
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FORMAÇÃO | Inspetorias celebrarão a Ordenação Diaconal de dois Jovens Salesianos

FORMAÇÃO | Inspetorias celebrarão a Ordenação Diaconal de dois Jovens Salesianos

19 de novembro de 2024
"Nele vivemos, nos movemos e somos" (At 17,28) Salesianos em Festa! No próximo sábado, 23 de novembro, na Paróquia São João Bosco, no Alto da Lapa (SP), será celebrada a Ordenação Diaconal de dois jovens salesianos de Dom Bosco: S. Pedro Francisco Xavier Neto, da Inspetoria Salesiana São Luiz Gonzaga (BRE), e S. Castelo José Alberto Faustino, da Inspetoria Salesiana de Moçambique (MOZ). A Solene Celebração Eucarística contará com a Imposição das Mãos e Prece pelo Exmo. Revmo. Dom Hilário Moser, sdb, bispo emérito de Tubarão/SC. [gallery columns="1" size="large" ids="442541"] O Nordeste Hoje entrevistou o S. Pedro Francisco, e você confere a seguir: Como foi o despertar para ser um salesiano de Dom Bosco? Ainda criança, a semente da vocação salesiana foi plantada em meu coração no período em que fui aluno e oratoriano das Filhas de Maria Auxiliadora em Recife-PE. Após vários anos, chegou um momento em que eu não consegui mais calar a voz do Senhor em mim e quis dedicar minha vida a salvar outros jovens: fazer aquilo que um dia outros, através da espiritualidade salesiana, fizeram por mim. Eu acredito do fundo do coração que o nosso carisma é capaz de transformar e salvar pessoas.  Sendo assim, em 2014 ingressei no Aspirantado e em 31 de janeiro de 2017 fiz a primeira Profissão Religiosa, abrindo, de fato, o período de vida religiosa consagrada. Para você, qual perfil e características devem ter o salesiano para os jovens de hoje? • Presença efetiva e afetiva. Como disse Dom Bosco não basta amar, é preciso demostrar que ama. Hoje, temos várias maneiras de estarmos presentes, nos vários tipos de pátios, inclusive o virtual, por exemplo. • Escutar e acompanhar: É preciso ser disponível para escutar e acompanhar os jovens, sem pré-conceitos, mas com abertura e caridade pastoral diante da realidade de cada um. • Testemunho: O salesiano deve transparecer na maneira de pensar e agir a opção de vida ele fez. O maior dom que um SDB pode dar aos jovens, na minha opinião, é o testemunho de busca pela santidade. Afinal, este é o objetivo primeiro de alguém que deseja fazer parte da Congregação salesiana. Qual seu lema escolhido e qual o seu significado? Foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40). Esse versículo está no contexto do relato em Mateus do Juízo final. Jesus, tendo os povos da terra reunidos diante dele, colocará uns a sua direita e outros a esquerda. Aos da direita,  os convida para o Reino eterno, pois eles deram de comer, beber, cuidaram dos doentes, visitaram as prisões e fizeram outras obras de misericórdia e amor. O Senhor afirma, no texto de Mateus, que todas as vezes que eles fizeram isso a um dos irmãos que necessitavam, foi feito para Ele próprio. Isso me motiva a ter em mente que todo o bem que eu fizer como salesiano ordenado, não deve ser como que um trabalho social ou ativista. Mas sim, devo ver a pessoa de Jesus Cristo em cada destinatário que a mim for enviado por Deus. Durante toda a etapa formativa salesiana, quais foram os fatos mais marcantes? Ainda, não conclui a formação inicial. Mas, até então a etapa que mais me marcou foi o tirocínio/assistência em Juazeiro do Norte-CE (2020/2021). Foi um tempo de confronto, de avaliação e de amadurecimento, através dos acontecimentos ordinários e cotidianos da missão. Aprendi, inserido numa comunidade em ação, a viver com certa autonomia, tomar decisões, assumir responsabilidades e ir experimentando o “doar-me aos outros”. Senti-me muito contente em estar com os meus destinatários, especialmente os pré-noviços, adolescentes e jovens da AJS e do Colégio. Busquei, sempre,  criar um ambiente de alegria, espontaneidade e firmeza. Por Serviço Inspetorial de Comunicação Social
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FORMAÇÃO | Segundo Encontro Inspetorial de Tirocinantes é realizado em Parnamirim (RN)

FORMAÇÃO | Segundo Encontro Inspetorial de Tirocinantes é realizado em Parnamirim (RN)

19 de novembro de 2024
Entre os dias 15 e 17 de novembro, a Vivenda Dom Bosco, em Parnamirim/RN, acolheu o Segundo Encontro Inspetorial de Tirocinantes do ano. Ao lado do Padre Valdemir Augusto, Delegado Inspetorial da Formação, participaram do encontro os noves tirocinantes da Inspetoria São Luiz Gonzaga do ano de 2024: Cesar Alexandre de Santana – Tirocinante do 2º ano em Natal/RN (Gramoré) Francisco Trindade e Silva – Tirocinante do 1º ano em Areia Branca/RN Giovanni de Lucena Morais – Tirocinante do 2º ano em Natal/RN (São José) Jhonantan Ferreira Gonçalves – Tirocinante do 1º ano em Carpina/PE João Vitor Moura Bernardino – Tirocinante do 2º ano em Juazeiro do Norte/CE José Geraldo Cursino de Moura Neto – Tirocinante do 1º ano em Matriz de Camaragibe/AL Narcílio Vinícius de Moura – Tirocinante do 2º ano em Jaboatão dos Guararapes/PE Ronyelli Andrade de Lima – Tirocinante do 2º ano em Juazeiro do Norte/CE Stepheson dos Passos Tavares – Tirocinante do 1º ano em João Pessoa/PB O encontro iniciou na sexta-feira (15), com o almoço. Após a acomodação de todos, os assistentes se reuniram para rezar a oração inicial do encontro e participar de uma dinâmica de entrosamento. Em seguida, todos tiveram a oportunidade de partilhar as experiências vivenciadas ao longo do ano formativo. No final do dia, após participar da Santa Missa, presidida pelo Padre Valdemir, os assistentes foram ao encontro dos Padres Inácio Vieira, Inspetor, e Robson Barros, Ecônomo Inspetorial. Na ocasião, jantaram e vivenciaram uma noite repleta de alegria e fraternidade. [gallery columns="1" size="large" ids="442249"] No sábado (16), os assistentes iniciaram o dia com a Meditação e a oração das Laudes. Em seguida, partilharam o café da manhã e realizaram um colóquio com o Padre Inspetor, que apresentou aos formandos um panorama sobre a Inspetoria e ofertou-lhes direcionamentos importantes quanto à etapa do Tirocínio e à vivência da profissão religiosa salesiana. Em seguida, Padre Robson conduziu uma formação sobre a Missão Compartilhada entre Salesianos e Leigos. A manhã foi encerrada com a celebração da Santa Missa, presidida por Padre Inácio. Ao longo da tarde, os assistentes e o Padre Valdemir realizaram um passeio pela Lagoa de Arituba, localizada no município de Nísia Floresta/RN. Finalmente, o domingo (17), último dia do encontro, foi iniciado com a Meditação e a participação na Santa Missa, presidida pelo Padre Valdemir. Após o café da manhã, todos se reuniram para vivenciar momentos de interação e fraternidade. No início da tarde, após o almoço, o encontro foi oficialmente encerrado e todos retornaram às suas comunidades de origem. Na ocasião, os tirocinantes agradeceram à Comunidade Salesiana São João Bosco, de Natal/RN, pela acolhida ao longo desses dias. O segundo Encontro Inspetorial de Tirocinantes foi uma experiência rica em comunhão, partilha e fraternidade e possibilitou aos tirocinantes da Inspetoria o aprofundamento espiritual, vocacional e formativo. Por José Geraldo Cursino de Moura Neto, sdb
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IGREJA | Vaticano – Papa Francisco: por favor, não nos esqueçamos dos pobres

IGREJA | Vaticano – Papa Francisco: por favor, não nos esqueçamos dos pobres

Comunicação 18 de novembro de 2024
(ANS – Cidade do Vaticano) – Na missa do VIII Dia Mundial dos Pobres, Francisco faz um apelo aos governos e às organizações internacionais, mas convida a Igreja a sentir “a mesma compaixão do Senhor” diante dos últimos, e pede aos cristãos que se tornem “sinal da presença do Senhor”, pertos do sofrimento dos necessitados para aliviar suas feridas e mudar sua sorte: só assim a Igreja “se torna ela mesma, casa aberta a todos”. “Por favor, não nos esqueçamos dos pobres!”. A invocação com a qual o Papa Francisco encerra sua homilia na missa do VIII Dia Mundial dos Pobres neste domingo (17/11), na Basílica de São Pedro, é dirigida à Igreja, aos governos dos Estados e às organizações internacionais, mas também “a todos e a cada um”. E aos fiéis em Cristo, o Papa nos lembra que “é a nossa vida impregnada de compaixão e de caridade que se torna sinal da presença do Senhor, sempre próximo do sofrimento dos pobres, para aliviar as suas feridas e mudar a sua sorte”. Porque a esperança cristã precisa de “cristãos que não se viram para o outro lado” e que sintam “a mesma compaixão do Senhor diante dos pobres”. Francisco sublinhou isso lembrando uma advertência do cardeal Martini: somente servindo os pobres “a Igreja ‘torna-se’ ela mesma, isto é, uma casa aberta a todos, um lugar da compaixão de Deus pela vida de cada homem”. Em uma Basílica lotada, com a presença dos pobres que mais tarde almoçam com ele na Sala Paulo VI, o Pontífice abre a celebração com a exortação do ato penitencial: “Com o olhar fixo em Jesus Cristo, que se fez pobre por nós e rico de amor para com todos, reconheçamos que precisamos da misericórdia do Pai”. O celebrante no altar é o arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização. Na homilia, o Papa Francisco relê a passagem do Evangelho de Marcos, na liturgia deste XXXIII Domingo do Tempo Comum, com as palavras de Jesus aos discípulos antes de sua paixão, descrevendo “o estado de espírito daqueles que viram a destruição de Jerusalém”, mas também a chegada extraordinária do Filho do Homem. “Quando tudo parece desmoronar-se, que Deus vem, que Deus se aproxima, que Deus nos reúne para nos salvar. Jesus convida-nos a ter um olhar mais aguçado, a ter olhos capazes de “ler por dentro” os acontecimentos da história, para descobrir que, mesmo na angústia dos nossos corações e dos nossos tempos, há uma esperança inabalável que resplandece”. Neste Dia Mundial dos Pobres, portanto, o Papa nos convida a nos determos nas duas realidades, “angústia e esperança, que sempre duelam entre si na arena do nosso coração”. Ele começa com a angústia, tão difundida em nosso tempo, “onde a comunicação social amplifica os problemas e as feridas, tornando o mundo mais inseguro e o futuro mais incerto”. Se o nosso olhar, enfatiza, “se detém apenas na crônica dos acontecimentos, dentro de nós a angústia ganha terreno”, porque ainda hoje, como na passagem do Evangelho, “vemos o sol escurecer e a lua se apagar, vemos a fome e a carestia que oprimem tantos irmãos e irmãs, vemos os horrores da guerra e a morte de inocentes”. E corremos o risco de “afundarmos no desânimo e de não nos apercebermos da presença de Deus no drama da história. Assim, condenamo-nos à impotência. Vemos crescer à nossa volta a injustiça que causa a dor dos pobres, mas juntamo-nos à corrente resignada daqueles que, por comodismo ou por preguiça, pensam que “o mundo é assim mesmo” e que “não há nada que eu possa fazer”. Desse modo, até a própria fé cristã é reduzida a uma devoção inócua, que não incomoda os poderes deste mundo e não gera um compromisso concreto de caridade”. Francisco cita a sua Exortação Apostólica Evangelii gaudium para nos lembrar que, “enquanto crescem as desigualdades e a economia penaliza os mais fracos, enquanto a sociedade se consagra à idolatria do dinheiro e do consumo”, acontece que “os pobres e os excluídos não podem fazer outra coisa senão continuar a esperar”. Mas no quadro apocalíptico que acaba de ser descrito no Evangelho, Jesus “acende a esperança”, descrevendo a chegada do Filho do Homem “com grande poder e glória”, para reunir “os seus eleitos dos quatro ventos”. Assim, ele “alarga o nosso olhar para que aprendamos a perceber, mesmo na precariedade e na dor do mundo, a presença do amor de Deus que se faz próximo, que não nos abandona, que atua para a nossa salvação”. Jesus, lembra o Pontífice, está apontando “inicialmente para a sua morte que terá lugar pouco depois”, mas também para “o poder da sua ressurreição” que destruirá as cadeias da morte, “e um mundo novo nascerá das ruínas de uma história ferida pelo mal”. Jesus nos dá essa esperança por meio da bela imagem da figueira: “quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. Do mesmo modo, também nós somos chamados a ler as situações da nossa história terrena: onde parece haver apenas injustiça, dor e pobreza, precisamente naquele momento dramático, o Senhor aproxima-se para nos libertar da escravidão e fazer brilhar a vida”. E isso é feito, ele explica, “com nossa proximidade cristã, com a nossa fraternidade cristã. Não se trata de jogar uma moeda nas mãos de quem precisa. Àquele que dá a esmola, eu pergunto duas coisas: “Você toca as mãos das pessoas ou joga a moeda sem tocá-las? Você olha nos olhos a pessoa que ajuda ou desvia o olhar?”. Cabe a nós, seus discípulos, continua o Papa Francisco, que graças ao Espírito Santo podemos semear essa esperança no mundo. “Somos nós" - e aqui ele cita sua Encíclica Fratelli tutti - "que podemos e devemos acender luzes de justiça e de solidariedade, enquanto se adensam as sombras de um mundo fechado. Somos nós que a sua Graça faz brilhar, é a nossa vida impregnada de compaixão e de caridade que se torna sinal da presença do Senhor, sempre próximo do sofrimento dos pobres, para aliviar as suas feridas e mudar a sua sorte”. Não esqueçamos, é a invocação do Papa, que a esperança cristã, “que se realizou em Jesus e se concretiza no seu Reino, precisa de nós e do nosso empenho, de uma fé operosa na caridade, de cristãos que não passam para o outro lado do caminho”. E aqui ele lembra a imagem de um fotógrafo romano de um casal de adultos saindo de um restaurante, que olhava para o outro lado para não cruzar dom o olhar de “uma pobre senhora, deitada no chão, pedindo esmolas. Isso acontece todos os dias. Perguntemos a nós mesmos: eu olho para o outro lado quando vejo a pobreza, as necessidades, a dor dos outros?” Francisco cita então um teólogo do século XX, Metz, quando dizia que a fé cristã deve gerar em nós uma “mística de olhos abertos”: “não uma espiritualidade que foge do mundo, mas, pelo contrário, uma fé que abre os olhos aos sofrimentos do mundo e às aflições dos pobres, para exercer a mesma compaixão de Cristo. Eu sinto a mesma compaixão do Senhor diante dos pobres, diante daqueles que não têm trabalho, que não têm o que comer, que são marginalizados pela sociedade?” E, continua o Papa Francisco, “não devemos olhar apenas para os grandes problemas da pobreza mundial, mas para o pouco que todos nós podemos fazer todos os dias. Com o nosso estilo de vida, com o cuidado e a atenção pelo ambiente em que vivemos, com a busca tenaz da justiça, com a partilha dos nossos bens com os mais pobres, com o engajamento social e político para melhorar a realidade que nos rodeia”. Assim, “o nosso pouco será como as primeiras folhas que brotam na figueira: uma antecipação do verão que está próximo”. Concluindo, o Papa recorda uma advertência do cardeal Carlo Maria Martini, quando disse “que devemos ter cuidado ao pensar que existe primeiro a Igreja, já sólida em si mesma, e depois os pobres dos quais escolhemos cuidar. Na realidade, tornamo-nos a Igreja de Jesus na medida em que servimos os pobres, pois somente assim «a Igreja “torna-se” ela mesma, isto é, uma casa aberta a todos, um lugar da compaixão de Deus pela vida de cada homem». Digo-o à Igreja, digo-o aos governos dos Estados e às organizações internacionais, digo-o a todos e a cada um: por favor, não nos esqueçamos dos pobres”. Antes da missa, o Papa Francisco abençoou simbolicamente 13 chaves, representando os 13 países nos quais a Famvin Homeless Alliance (FHA), da Família Vicentina, construirá novas casas para pessoas necessitadas com o Projeto “13 Casas” para o Jubileu. Entre esses países está também a Síria, cujas 13 casas serão financiadas diretamente pela Santa Sé como um gesto de caridade para o Ano Santo. Um ato de solidariedade que se tornou possível graças a uma generosa doação da UnipolSai, que desejou entusiasticamente contribuir, no período que antecedeu o Ano Santo, com esse sinal de esperança para uma terra ainda devastada pela guerra. No final da missa e após a recitação do Angelus, o Papa almoça na Sala Paulo VI junto com 1.300 pessoas pobres. O almoço, organizado pelo Dicastério para o Serviço da Caridade, é oferecido este ano pela Cruz Vermelha Italiana e animado por sua Fanfarra Nacional. No final do almoço, cada pessoa recebe uma mochila oferecida pelos Padres Vicentinos (Congregação da Missão), contendo alimentos e produtos de higiene pessoal. Alessandro Di Bussolo Fonte: Vatican News
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