IGREJA | Itália – Jubileu da Juventude – Leão XIV na Missa de Envio: “Aspirem a grandes coisas, à santidade, onde quer que estejam. Não se contentem com menos

IGREJA | Itália – Jubileu da Juventude – Leão XIV na Missa de Envio: “Aspirem a grandes coisas, à santidade, onde quer que estejam. Não se contentem com menos

4 de agosto de 2025 Por paulo
(ANS – Roma) – O Pontífice celebrou a Missa do Jubileu dos Jovens em Tor Vergata, nos arredores de Roma, e incentivou-os a não se contentarem com pouco. A plenitude da existência não depende do que se acumula, disse ele em sua homilia, mas reside naquilo que “com alegria sabemos acolher e compartilhar”. E convida-os a buscarem Jesus: é Ele quem sacia a sede do coração e é a resposta à inquietação. Leão chega cedo a Tor Vergata, como se quisesse estar mais próximo dos jovens o máximo possível. Não são nem 8 da manhã quando ele atravessa a esplanada em seu jipe branco: os milhares de rapazes e moças – que passaram a noite em sacos de dormir e camas improvisadas – o recebem com alegria irreprimível. Segundo as autoridades, foram mais de um milhão as pessoas que se reuniram nos arredores de Roma - incluindo 20 cardeais, cerca de 450 Prelados, incluindo bispos e arcebispos, e quase 7.000 sacerdotes - para a Missa de encerramento do Jubileu da Juventude, para a qual foram credenciados 850 profissionais da mídia, incluindo jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas, produtores de vídeos. Bom-dia aos jovens Chegando ao palco, antes de se preparar para a liturgia, o Pontífice saudou os jovens em vários idiomas e desejou que “a grande celebração na qual Cristo nos deixou Sua presença na Eucaristia” fosse “uma ocasião verdadeiramente memorável para cada um de nós”. E concluiu: “Quando estamos juntos como Igreja de Cristo, nós seguimos, caminhamos juntos, vivemos Jesus Cristo”. Olhar para o Alto Após responder às perguntas de três jovens na noite anterior, o Papa, em sua homilia, proferida em italiano e parcialmente em espanhol e inglês, o Papa inverteu brevemente os papéis e fez três perguntas. "O que é verdadeiramente a felicidade? Qual é o verdadeiro sabor da vida? O que nos liberta das águas estagnadas da falta de sentido, do tédio e da mediocridade?" E respondeu resumindo as "muitas belas experiências" que todos viveram durante os últimos dias do Jubileu: "Vocês se encontraram com seus pares de várias partes do mundo, pertencentes a diferentes culturas. Vocês trocaram conhecimentos, compartilharam expectativas, se envolveram com a cidade por meio da arte, da música, da tecnologia, da informação e do esporte. Depois, no Circo Máximo, ao se aproximarem do Sacramento da Penitência, vocês receberam o perdão de Deus e pediram sua ajuda para viver uma santa vida". A resposta está em todas estas coisas: “A plenitude da nossa existência não depende do que acumulamos”, diz Leão; nem sequer “daquilo que possuímos”, mas sim “daquilo que sabemos acolher e partilhar com alegria”, está no amor de Cristo. "Comprar, acumular, consumir não basta. Precisamos levantar os olhos, olhar para cima, para as “coisas do alto”, para perceber que, entre as realidades do mundo, tudo tem sentido apenas na medida em que serve para nos unir a Deus e aos irmãos na caridade, fazendo crescer em nós "sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência", de perdão, de paz, como os de Cristo. Neste horizonte compreenderemos cada vez melhor o que significa "a Esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Queridos jovens, a nossa Esperança é Jesus". Jesus muda nossas vidas É o "encontro" com Cristo Ressuscitado que transforma "a nossa existência, iluminando os nossos afetos, desejos e pensamentos", explica o Pontífice, inspirando-se na primeira leitura do Livro de Qohélet, que adverte que "tudo é vaidade" e que cada homem deve deixar para trás o que acumulou, para se lembrar da "finitude das coisas que passam". Da mesma forma, o Salmo 90 "nos oferece a imagem da erva que brota; de manhã floresce"; depois, "à tarde, é ceifada: e seca". "Dois lembretes fortes, talvez um pouco chocantes, mas que não devem nos assustar", encoraja Leão, porque "a fragilidade de que nos falam" é "parte da maravilha que somos". A existência humana constantemente se regenera no amor O Papa recorre novamente à natureza para explicar que nossa vida é uma renovação do amor. Assim como um campo – "composto por caules finos e frágeis, propensos a secar, dobrar e quebrar" – se regenera com novos caules, para os quais "os primeiros generosamente se transformam em alimento e fertilizante"; ele também se renova - "mesmo nos meses gélidos do inverno, quando tudo parece silencioso", porque "se prepara para explodir, na primavera, em mil cores". “Queridos amigos, nós também somos assim: fomos feitos para isto. Não para uma vida onde tudo é óbvio e parado, mas para uma existência que se renova constantemente no dom, no amor. E assim aspiramos continuamente a um “algo mais” que nenhuma realidade criada nos pode dar. Sentimos uma sede tão grande e ardente que nenhuma bebida deste mundo pode saciar. Diante dessa sede, não enganemos nossos corações, tentando saciá-la com substitutos ineficazes! Em vez disso, vamos ouvi-la!”. É Deus quem sacia a sede do coração A sede do coração é saciada por Deus, como resume o Pontífice, e Santo Agostinho esclarece que "o objeto da nossa esperança" não é a "terra", nem "algo que vem da terra", coisas que "agradam, são belas", "boas", mas não são Esperança. "Procurai quem as fez; ele é a vossa Esperança", disse Agostinho, e o Papa reitera hoje. Cultivar a Amizade com Cristo Daí o convite de Leão a permanecermos "unidos" a Cristo, a permanecermos "em Sua amizade sempre, cultivando-a com a oração, a adoração, a Comunhão Eucarística, a Confissão frequente e a caridade generosa, como ensinaram os bem-aventurados e próximos futuros santos: Piergiorgio Frassati e Carlo Acutis. Seguindo o exemplo deles, o encorajamento aos Jovens que agora se preparam para retornar aos seus países é, portanto, continuar "caminhando com alegria seguindo as pegadas do Salvador" e contagiar os outros com o Seu próprio fogo:  "Contagiem todos os que encontrarem com o seu entusiasmo e o testemunho da sua Fé! Boa viagem!". Tiziana Campisi Fonte: Vatican News
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INSPETORIA | Pe. Valdemar Pereira dos Santos celebra 50 anos de Ordenação Presbiteral

INSPETORIA | Pe. Valdemar Pereira dos Santos celebra 50 anos de Ordenação Presbiteral

4 de agosto de 2025
Neste último domingo, 03 de agosto, dedicado à vocação sacerdotal, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Iara, distrito da cidade de Barro (CE), foi o cenário para a celebração do Jubileu de Ouro de Ordenação Presbiteral do Pe. Valdemar Pereira dos Santos, sdb. Inspirado por Dom Bosco e sustentado pela ternura de Nossa Senhora Auxiliadora, há 50 anos, o sacerdote dedica sua vida à evangelização da juventude, à educação com valores cristãos e ao serviço amoroso ao povo de Deus. Viva o Pe. Valdemar! O momento contou com a participação do nosso Pe. Inspetor, Francisco Inácio, e Salesianos do Nordeste. Confira a seguir o itinerário do Salesiano de Dom Bosco na Congregação: 1. Filiação Pai: Manoel Pereira dos Santos / Mãe: Ana Maria da Conceição 2. Nascimento Nasceu na cidade do Barro, distrito de Iara-Ceará, no dia 19 de setembro de 1939. Foi batizado no dia 12 de novembro de 1939, crismado no dia 13 de dezembro de 1939, na cidade de Aurora-CE. 3. Aspirantado Entrou pela primeira vez numa casa salesiana em Carpina - Instituto Salesiano Padre Rinaldi, no dia 4 de fevereiro de 1960. Lá fez o Aspirantado, durante cinco anos (04/02/1960 a 25/01/1965). 4. Noviciado Fez o noviciado em Jaboatão, Pernambuco, no ano de 1965, concluindo com a 1ª Profissão no dia 31 de janeiro de 1966. 5. Estudos filosóficos O curso de filosofia fez na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras, São João Del Rei-Minas Gerais, nos anos de 1966 a 1969. 6. Tirocínio (Assistência) O Período da assistência (dois anos), fez em Jaboatão, nos anos de 1970 e 1971. 7. Estudos teológicos Cursou teologia assim: - anos 1972 e 1973, em São Paulo-SP, no Instituto Teológico Pio XI-Lapa; - anos 1974 e 1975, em Recife-PE, no Instituto de Teologia do Recife. 8. Profissão Perpétua Fez a Profissão Perpétua em Recife-Sagrado Coração, dia 23 de janeiro de 1972. 10. Ordens Ao longo da teologia, recebeu: - O Leitorado, em Fortaleza-CE, no dia 22. 07. 1973. - O Acolitado, em Fortaleza-CE, no dia 15. 12. 1973 11. Ordenação Diaconal A Ordenação Diaconal aconteceu em Recife-PE, no dia 20. 04. 1975. O bispo ordenante foi Dom Helder Câmara. 12. Ordenação Presbiteral A Ordenação Presbiteral foi em Juazeiro do Norte-CE, no dia 26. 07. 1975. Ordenado por Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, bispo de Maceió-Alagoas. 11. Encargos assumidos na Congregação - Em 1976: Salvador-BA, Coordenador da Pastoral - De 1977 a 1979: Natal-RN, Diretor - Em 1981 e 1982 (1º semestre): Em Roma-Itália, Universidade Pontifícia Salesiana - Em 1982 (2º semestre): Recife-Colégio Salesiano Sagrado Coração - De 1983 a 1988: Fortaleza-Piedade-CE, Diretor - De 1989 a 1991: Juazeiro do Norte-CE, Diretor - Em 1992: Carpina-PE, Diretor - Em 1993: Salvador-BA, Coordenador de Pastoral e Vice-Diretor - Em 1993 a 1994: Salvador-BA, Coord. de Pastoral, Vice Diretor, Enc. dos SSCC e Reitor do Santuário - Em 1995: Fortaleza-Piedade-CE, Diretor, Ex-alunos, Cooperadores - Em 1996: Jaboatão-Colônia-PE, Reitor do Santuário - Em 1997: Juazeiro do Norte-CE, Vigário paroquial - De 1998 a 2003: Juazeiro do Norte-CE, Diretor e Ecônomo - De 2004 a 2007: Aracaju-SE, Ecônomo - De 2008 a 2009: Salvador-BA, Encarregado do Colégio Dom Bosco - Em 2010: Recife-Sagrado Coração-PE, Ecônomo - Em 2011: Recife-Sagrado Coração-PE, Vice-diretor e Diretor financeiro - Em 2012: Recife-Sagrado Coração-PE, Vice-Diretor e Ecônomo - Em 2013: Fortaleza-Dom Bosco-CE, Vice-diretor e Vigário Paroquial - De 2014 a 2015: Recife-Casa Inspetorial-PE, Diretor e Delegado da FS - Nos anos 2016 e 2017 em Juazeiro do Norte-CE: ano 2016: Ecônomo, Família Salesiana, Vigário paroquial / - ano 2017: Conselheiro - A partir do ano 2018, até os dias atuais, está em Salvador: 2018 a 2021: Salvador, como Conselheiro, 2022: Vice-diretor, 2023 a 2024: Confessor, 2025: Encarregado dos SSCC. (Secretaria Inspetorial - Julho / 2025) Por Serviço Inspetorial de Comunicação Social
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ORDENAÇÃO DIACONAL | A mensagem do Pe. Francisco Inácio, Inspetor Salesiano do Nordeste

ORDENAÇÃO DIACONAL | A mensagem do Pe. Francisco Inácio, Inspetor Salesiano do Nordeste

31 de julho de 2025
Na Ordenação Diaconal de Fabrício Lima Souza, que aconteceu nesta última quarta-feira, na Colônia Salesiana São Sebastião (Jaboatão dos Guararapes - PE), o Pe. Inspetor Francisco Inácio, da Inspetoria Salesiana São Luiz Gonzaga, proferiu mensagem de muita gratidão, salesianidade e alegria.  Confira a seguir: Excelência Reverendíssima, Dom Jailton de Oliveira Lino, digníssimo Bispo da Diocese de Itabuna, na Bahia. Em nome de meus irmãos da inspetoria salesiana São Luiz Gonzaga, agradeço mais uma vez pela presença e pelo ministério exercido de modo particular na ordenação do nosso irmão. Queremos também manifestar nosso apreço e admiração pelo zeloso e fecundo pastoreio do senhor, Dom Jailton e ao mesmo tempo queremos garantir a nossa intenção diária pelo seu ministério de pastor. Que a Santíssima Virgem, Auxiliadora dos Cristãos o recompense pelo serviço zeloso e apostólico. Muito obrigado! 2. Caro irmão, Dc Fabricio Lima A ordenação diaconal não está na ordem das realizações pessoais, não é um evento unicamente de ordem pessoal, se no início do chamado pareceu ser assim, hoje, após este sim, continuação do mistério de Cristo em sua vida, desde o Santo Batismo, até a Consagração Religiosa, se torna vontade de Deus para a sua Igreja em favor do povo de Deus e dos jovens, especialmente os mais pobres. Serviço, doação, disponibilidade... serão suas marcas para sempre, por causa do Evangelho. Uma palavra de gratidão ao P Diego Vanzetta, superior de sua comunidade que o acompanhou juntamente com o P Raimundo Luan nesta preparação imediata ao diaconato. Obrigado aos seus queridos familiares pela oferta e testemunho de vida. Que Nosso Senhor os recompense. 3. Caros irmãos salesianos. Uma saudação aos irmãos de nossa inspetoria. É hora de rezarmos mais por nosso irmão, o Dc Fabricio Lima e acolher o seu sim com fraterna comunhão no espírito e ação na família que nos une. Peçamos a Nossa Senhora Auxiliadora, a Virgem da Esperança nesta hora de travessia que nos abençoe e proteja a todos com seu maternal auxílio. P Francisco Inácio, Inspetor Salesiano - 30.07.2025 Imagem: Sacerdos Photo
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ORDENAÇÃO DIACONAL | O discurso de agradecimento do Diácono Fabrício Lima Souza

ORDENAÇÃO DIACONAL | O discurso de agradecimento do Diácono Fabrício Lima Souza

31 de julho de 2025
Confira a seguir o discurso de agradecimento do Diácono Fabrício Lima Souza, ordenado nesta última quarta-feira, na Colônia Salesiana São Sebastião (Jaboatão dos Guararapes), pelo Ex.mº e Rev.mº Sr. Dom Jailton de Oliveira Lino, Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência, Bispo da Diocese de Itabuna-BA; concelebrada pelo Pe. Inspetor, Francisco Inácio e Salesianos do Nordeste: A partir dos Santos Evangelhos, Nosso Senhor Jesus Cristo não se declara como sacerdote, mas afirma, sim, que se encontra entre os discípulos como Diácono: “Eu estou no meio de vós como aquele que serve”. Servir o povo de Deus é a base de todo ministério ordenado (Bispos, Padres e Diáconos). Da parte de Deus, descobrimos a sua vontade; pertence a Ele a eleição e a consagração. Da nossa parte, compete tão somente aquela singela disponibilidade, isto é, o “Eis- me aqui!”, que Maria Santíssima e os Santos Apóstolos souberam, com modéstia e confiança, realizar. Uma disponibilidade enraizada não na perfeição, não nos conhecimentos mais eruditos e universitários, não nas próprias forças, dons e capacidades, mas, sim, naquela disponibilidade presente tão somente nos corações simples e humildes de quem se sente amado, chamado, eleito e consagrado para servir a Deus, na sua Igreja, oferecendo a Ele a própria vida e fazendo-se dom aos seus irmãos. Encontrar Deus é a meta de todos os cristãos, para se poder estar e permanecer na sua presença. Encontrá-lo para Lhe dizer “Eis-me aqui”, para Lhe dizer “obrigado”, para estabelecer com Ele uma relação de amor e conhecimento. Pois amar a Deus implica conhecê-l’O; amá-l’O implica amar as suas ovelhas, e amar as suas ovelhas traduz-se no serviço generoso. Este é o caminho para O conhecer. Estar no meio dos outros para servir é o movimento divino e é, ao mesmo tempo, o movimento que nos diviniza. Do retiro espiritual realizado no Mosteiro Beneditino, em Garanhuns, em preparação para a Ordenação Diaconal, conduzido pelo Prior Dom Anselmo — a quem agradeço publicamente por todo o bem e acolhimento dispensados em meu favor — três reflexões marcaram-me profundamente: A primeira é que tudo muda: o mundo muda, a nossa vida muda, mudamos de país, mudamos de Inspetoria; tudo mudará. Mas a única coisa que permanece é a fidelidade de Deus e a confiança que Ele deposita naqueles que chama para servir à sua Igreja. Esquecer essa primazia nos conduz à perda do sentido da nossa vocação, leva-nos a cair no vazio, esvazia-se o sentido de servir e transforma-nos, não em lavadores de pés, mas, sim, em profissionais do sagrado. A segunda é que a beleza da vocação consiste em caminhar juntos, com os irmãos que nos ajudam a sentir e a amadurecer em nós o dom de Deus! Uma vocação é a constatação de que a face da comunidade fraterna vai delineando-se como composição harmoniosa dos traços que trazemos dentro de nós, gerando, definitivamente, o rosto da Igreja, esposa de Cristo, semelhante a Ele no esplendor da santidade. A terceira é que não se pode ser servo sem ser pobre. “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” Ser pobre não está restrito a ter ou deixar de ter bens materiais, mas, sim, na capacidade de colocar Deus no centro da nossa vida e fazer d’Ele a nossa maior riqueza, o nosso bem mais precioso. E, nisto, é exemplar a Virgem Maria, a verdadeira pobre e servidora, que nunca tomou a si mesma por propriedade, nem jamais reteve algo para si. Ela foi todo dom para nos oferecer o Dom do Pai: Nosso Senhor Jesus Cristo, que agora vive em nós e deseja ser também, em nós, puro vínculo de amor na relação com o Pai e puro vínculo de serviço na relação com os irmãos. É preciso que aceitemos nos transfigurar neste lugar de gratuidade, e conheçamos a bem-aventurança da verdadeira pobreza evangélica, que nos transforma em Cristo Servo. A graça que hoje recebi foi aquela de ser ministro da caridade e do serviço. Graça derramada gratuitamente sobre mim, e que passa a ser a minha maior riqueza; graça que não me pertence, mas é puro dom de Deus. Por isso, não fui ordenado para ser um “quase padre”, um “meio padre” ou um “acólito de luxo”, mas, sim, para que o rosto de Deus possa se tornar visível em mim, no serviço da misericórdia, segundo o critério do juízo final do Evangelho de Mateus: “Tive fome, sede, estive nu, estive preso... e deste-me de comer, de beber, de vestir e visitaste-me”. É no serviço da diaconia que o povo de Deus enxerga o rosto de Cristo, que veio para servir e não para ser servido. Com o coração profundamente comovido pela bondade de Deus e pelo dom do chamado ao ministério ordenado, elevo minha ação de graças por tudo o que vivi na celebração da minha Ordenação Diaconal. A Deus, que me chamou a segui-Lo mais de perto no serviço da caridade, da Palavra e da Liturgia, toda a honra e glória. A cada pessoa que se uniu a mim, seja presencialmente, seja em oração, deixo o meu “obrigado” mais sincero, cheio de ternura e reconhecimento. Aos meus familiares e amigos — minha mãe, avó, irmã e sobrinho — que me sustentaram desde os primeiros passos na fé e na vocação, e que, com amor e sacrifício, sempre acreditaram no sonho de Deus para minha vida, meu mais profundo reconhecimento. Sem vocês, este momento não teria a mesma beleza nem o mesmo sentido. Muito obrigado, Dom Jailton, por ter acolhido o convite e, hoje, presidir a minha ordenação diaconal. O senhor, que foi Pastor da minha Diocese de origem — Teixeira de Freitas– Caravelas (BA) —, a mesma Diocese que me gerou na fé, representa para mim um sinal da providência de Deus. Ao longo dos oito anos de serviço e dedicação àquela porção do povo de Deus, o senhor deixou como legado mais de vinte padres ordenados. Esse testemunho de zelo pastoral e amor à Igreja marcou profundamente minha caminhada vocacional. Hoje, ao receber o dom do Diaconado pelas suas mãos, percebo como Deus conduz a história com delicadeza e sabedoria. É com o coração cheio de gratidão que reconheço, neste gesto, não apenas um sinal da comunhão com a minha Diocese de origem, mas também a confirmação do chamado que um dia ali floresceu. Ao Pe. Gabriel, Conselheiro Regional da América Cone-Sul, minha profunda gratidão por sua presença neste dia tão significativo. Sua vinda alegra imensamente o meu coração, pois representa não apenas a comunhão fraterna que ultrapassa os limites da nossa Inspetoria Salesiana do Nordeste, mas também um sinal concreto do cuidado e da proximidade da Congregação. Pe. Gabriel, sua presença é, para mim, memória viva dos momentos de escuta, diálogo, discernimento e apoio. Foi através de suas palavras e gestos que encontrei luz para enxergar, coragem para aceitar e força para perseverar na vontade de Deus para a minha vida. Receba minha sincera gratidão. De modo especial, agradeço à Inspetoria Salesiana São Luiz Gonzaga, minha casa e minha família em Cristo. Na pessoa do Inspetor, Pe. Francisco Inácio, e de seu Conselho, agradeço-lhes pelo acolhimento, pela confiança, pelo testemunho e pelas relações de sincera amizade fraterna, estendo os mesmos sentimentos a cada um dos irmãos aqui presente. Recordo e agradeço a minha Inspetoria de origem, Inspetoria Salesiana Santo António de Lisboa (Portugal), por toda a formação, cuidado e acompanhamento. Aos meus irmãos salesianos — quer deste lado, quer do outro lado do Atlântico — que comigo caminharam e caminham na alegria de servir os jovens segundo o carisma de Dom Bosco, muito obrigado por serem sinal concreto da paternidade de Deus e da fraternidade evangélica. O Papa Leão XIV há meses dizia que a polifonia romana para além das riquezas musicais, que são preciosos tesouros deixados à Igreja, é, sem dúvidas um grande patrimônio de arte e espiritualidade que continua a ser um ponto de referência à liturgia, pois através da música os fiéis podem participar ativa, consciente e piedosamente, através da harmonia de variadas vozes que nos envolve integralmente vozes, mente e coração. Por vezes, se confunde participação ativa com um ativismo litúrgico, ao com um populismo que não conduz e não é provido do espírito da liturgia, correndo o risco de confundir a liturgia com um conjunto de coisas a serem feitas para o culto, o mais importante não é fazer o culto é tornar-se o culto celebrado. Portanto, minha gratidão os alunos e amigo docente do Seminário Arquidiocesano de Maceió, com quem compartilho o cotidiano da missão educativa e formativa dos futuros pastores de alma. Obrigado por me ajudarem a crescer no serviço e na escuta, por serem presença de Deus no caminho e por celebrarem comigo esta etapa tão importante da minha consagração. Sem estes estimados seminaristas, sem as vozes femininas do Coro da Catedral de Maceió, sem os músicos de Matriz de Camaragibe, sem a orquestração de Maxuel e sem a regência do Prof. Diego Lima, o esplendor da música litúrgica certamente não teria sido o mesmo, e nossas almas, por certo, teriam mais dificuldade para se elevar e encontrar-se com Deus. Faço menção também ao Maestro José Rubens, da Filarmônica Senhor Bom Jesus, pela disponibilidade, pela colaboração, por colocar à disposição os instrumentos hoje utilizados nesta celebração, e por todo o bem que realiza em favor da juventude de Matriz de Camaragibe, no Estado de Alagoas. A todos os que se dedicaram aos múltiplos serviços litúrgicos — meus irmãos salesianos, sob a orientação do Mestre Geral de Cerimônias, Pe. Ivan —, os serviços técnicos (Pe. João Carlos e a AMA), os serviços gráficos e organizativos desta celebração, visíveis ou silenciosos, conhecidos ou anônimos: que Deus mesmo vos recompense com sua graça e paz. Quero expressar minha sincera gratidão pela significativa representação da Paróquia Senhor Bom Jesus e do Centro Juvenil Dom Bosco presente neste dia tão marcante da minha ordenação diaconal. A presença de vocês aqui me alegra profundamente e traduz o carinho, a fé partilhada e os vínculos construídos ao longo do caminho. Sinto-me fortalecido por saber que trago comigo não apenas a história, mas também as orações, o apoio e a esperança de tantas pessoas que me acompanharam de perto. Agradeço, de coração, a todo o povo de Deus — aqueles que vieram de longe, os que me acompanharam em oração e os que, de diversas formas, contribuíram para que este momento fosse possível. Continuem rezando por mim, para que eu seja sempre fiel ao chamado que hoje acolho com alegria. Por fim, mas não menos importante, agradeço a minha Comunidade Salesiana, ao Pe. Diego pela radicalidade com que vive e transmite o Evangelho, e ao Pe. Luan pela alegria de viver a vocação e o carisma salesiano. Que Dom Bosco e Maria, Auxílio dos Cristãos, vos abençoem e intercedam pelas necessidades e intenções que cada um de vós traz em seu coração. Muito obrigado. Diácono Fabrício Lima Souza Imagem: Sacerdos Foto
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