NATAL- SÃO JOSÉ | Colégio recebe visita do representante do Reitor-Mor

NATAL- SÃO JOSÉ | Colégio recebe visita do representante do Reitor-Mor

29 de março de 2021
Na última sexta-feira, dia 26, o Colégio Salesiano São José, em Natal, recebeu a visita do representante do Reitor-Mor, o padre Gabriel Romero. Na ocasião, Padre Gabriel conheceu a estrutura da instituição e reuniu-se com representantes de pais e alunos e dos colaboradores da equipe técnico-administrativa e pedagógica. No primeiro momento, Padre Gabriel foi homenageado por duas famílias. Ele recebeu presentes e ouviu depoimentos dos pais, ex-alunos, sobre a importância da educação salesiana na vida de cada um. “É um orgulho para nós, ex-alunos e pais de alunos, receber um sucessor de Dom Bosco. É com grande satisfação que vemos que a semente plantada por ele tem gerado muitos frutos e que contribuímos para fazer com que continue gerando”, afirmou Fábio Bandeira, ex-aluno e pai de duas alunas do Colégio. Em seguida, Padre Gabriel visitou os setores e participou de uma breve reunião com colaboradores. Projetos, a história da unidade e detalhes do dia a dia da escola foram apresentados em reunião ao representante do Reitor-Mor. O objetivo principal da sua visita é fortalecer e animar o carisma salesiano característico das unidades. Aos colaboradores, ele reiterou a importância de manter vivos os ensinamentos do Pai e Mestre da juventude. “Dom Bosco somos cada um de nós. Vamos celebrar 85 anos de tantos que nos precederam. Todos somos pastores, cuidadores da vida de cada um dos jovens que entram no nosso Colégio. Devemos ser como São José, atentos, observando sempre para intervirmos quando necessário. Foi muito bonita a experiência de escutar as duas famílias e sabermos que estamos no caminho certo”, falou o representante do Reitor-Mor. Por Marcella Mendes [gallery columns="1" size="large" ids="14019,14020"]
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CAUSOS | NOSSA SENHORA SUBIU OU NÃO AOS CÉUS?

CAUSOS | NOSSA SENHORA SUBIU OU NÃO AOS CÉUS?

26 de março de 2021
A congregação religiosa dos padres salesianos de Dom Bosco denomina de aspirantado suas casas de formação. Na cidade pernambucana de Carpina se situa um destes aspirantados. Bela e imponente construção que fica a poucos metros da rodovia que liga Recife às zonas da mata e do agreste. Faziam parte do dia a dia destas casas, orações, estudos, trabalho braçal, ensino de música, de artes cênicas, atividades esportivas. Tudo dosado com muita disciplina. Muita fraternidade. O saber e o fazer eram duas faces da mesma argamassa que envolvia a formação daqueles jovens aspirantes à vida religiosa sacerdotal. Se o estudo das matérias escolares era muito levado à sério, a formação religiosa também era intensa. Adredemente forjada através de pregações, do estudo da religião católica, da história sagrada, do catecismo, dos dogmas, da vida dos santos. Tudo regado com muita reza..Uma das práticas para reforçar esta seriedade consistia na obrigatoriedade dos alunos da quarta série ginasial discorrerem sobre um tema da mariologia a cada noite do mês de maio.Momento muito esperado por todo o aspirantado. Os oradores se preparavam meses antes. Os temas eram definidos ou melhor sorteados em janeiro. O temário em sua maioria, tratava de assuntos relacionados com a ladainha de Nossa Senhora. Por exemplo, por que Rainha dos Apóstolos, Auxiliadora dos Cristãos, Mãe de Misericórdia. Enfim qual a história de cada invocação ou dogma relacionado à mariologia? O cenário era o mais circunspeto possível. Após o recreio da noite, todos os aspirantes se perfilavam em frente a uma bela estátua de Nossa Senhora Auxiliadora, esculpida em mármore de carrara, que ficava no meio do pátio central a uns dez metros de altura. Uma das noites mais esperadas, foi aquela em que o orador era um jovem aspirante baiano. Corinto. Boa pinta, mais fama de bom falante do que de bom orador. Inteligência bem acima da média da turma, que por sinal possuía algumas estrelas que se destacavam em todo o aspirantado. Figura que apesar de não gozar da fama de engraçado, era um pouco chegado a cômico. Não era entretanto o tipo palhaço como existia em outras turmas, desses que bastava dizer qualquer coisa para todos caírem na risada. Não, o orador da noite não gozava desta fama. Entre seus pares podia-se dizer que era mais piadoso do que piedoso. O tema a ser dissertado apesar do assunto, não comportava leveza nenhuma. Assunção de Nossa Senhora. Assunto bonito que certamente permitiria arroubos de oratória, análise teológica, incursões pela história de outros dogmas marianos como o da virgindade antes, durante e depois do parto. Tema complexo que exigiria do orador muita didática na explanação. Era um sábado de maio muito concorrido pelos fieis que vinham participar do mês mariano e da benção do santíssimo que acontecia todas as noites. Findo o recreio, todos ao local onde aconteceria a louvação ante a linda estátua. Loa entoada: “Auxiliadora virgem formosa, dos pequeninos mãe dadivosa.”. O orador da noite subiu os degraus que embasava o monumento. Olhou por alguns segundos a platéia que se achava num silêncio misterioso sob a luz de um grande holofote que iluminava toda a área. Deu uns passos para um lado e para outro esfregando as mãos, propositadamente imitando o grande orador sacro Belchior Maia D ́Athayde, que por sinal se encontrava presente. Gesto manjado por todos daquele ambiente. Começou sua peça oratória explicando que ia falar de um dogma.. Dissecou inicialmente a palavra dogma, indo às raízes gregas do termo. Explicou a diferença entre assunção e ascensão. E ainda comentou que não se confundisse acender com c e ascender com sc. Fez uma digressão com a palavra incenso cuja fumaça ascende aos céus depois que é aceso. Poucos entenderam a quase piada que fez um padre velho balançar a cabeça em forma de desaprovação. Explicou que a ascensão de Jesus foi por merecimento próprio. E que Nossa Senhora se foi assunta, o foi por merecimento de seu filho Jesus. Argumentou que se ela foi assunta, é porque deveria ter ressuscitado.Questionou por que não há registro sobre a ressurreição de Maria. Fez uma digressão para contextualizar a época em que o papa Pio IX proclamou o dogma da Assunção. Delongou-se um pouco nos fatos históricos da Igreja na época. Sentiu que estava um pouco enrolado. De repente, fez uma pausa. Dobrou as folhas que estava lendo, respirou fundo, olhou para a bela estátua da Virgem Auxiliadora cujo rosto de mármore parecia esboçar um leve sorriso para aquele empolado orador.. Voltou-se para o público que instintivamente parecia se equilibrar numa grande vontade de rir. E num final inesperado, com gestos largos, com voz de tribuno exclamou: – Mas afinal Nossa Senhora ressuscitou ou não ressuscitou? Subiu ou não subiu aos céus? – Mais empolgado que nunca, o orador voltou-se para o público e em voz baixinha ele mesmo respondeu: – Aí é que está o nó. O respeitoso silêncio que pairava sobre todo aquele páteo desmoronou numa gargalhada. O responsável pela disciplina foi forçado a dar excepcionalmente mais 15 minutos de recreio antes de prosseguir as demais funções daquela memorável noite de maio. José Paulino da Silva – Do livro: Aspirantado Salesiano: 50 anos
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COMUNICAÇÃO | UNESCO E REDE SALESIANA BRASIL: ALFABETIZAÇÃO MIDIÁTICA E INFORMACIONAL

COMUNICAÇÃO | UNESCO E REDE SALESIANA BRASIL: ALFABETIZAÇÃO MIDIÁTICA E INFORMACIONAL

26 de março de 2021
Prossegue o encontro nacional de comunicação, reunindo os delegados e coordenadores inspetoriais de comunicação social das 10 inspetorias salesianas do Brasil (FMA e SDB), em encontro online. No terceiro dia do encontro nacional de comunicação, neste 25 de março, uma jornada especial com a presença da direção executiva da Rede Salesiana Brasil (RSB) e alguns convidados muito especiais: Prof. Adauto Soares, Dra. Leila Iannone e Lara Cristina Borges, figuras da UNESCO no Brasil. A coordenadora do encontro, Ir. Marcia, introduziu os trabalhos do dia, lembrando o caminho que tem sido feito no mundo salesiano em relação à educação. Acenou também à possibilidade de, em futuro próximo, poder haver algum compromisso de maior aproximação e parceria com a UNESCO. Aos convidados, a irmã apresentou a Rede Salesiana Brasil, com suas 106 escolas, 109 unidades sociais, 13 instituições universitárias e 11 instituições de comunicação social. Os convidados tomaram a palavra. O Prof. Idauto Soares se disse impressionado com a rede, pela atenção à educomunicação e pelo nível de utilização das novas tecnologias. Economista e filósofo, o professor atua na UNESCO na área da comunicação e informação. A UNESCO é uma agência especializada da ONU. Sua missão é contribuir para a construção de uma cultura de paz, por meio do conhecimento. A organização atua a nível mundial em várias agendas: educação, ciências naturais, ciências humanas e sociais, cultura, comunicação e informação. Em síntese, a contribuição do professor Adauto Soares: Em comunicação e informação, conta-se classicamente com o setor de radiodifusão (TV, Rádio, Jornalismo para imprensa) e o setor de telecomunicações (telefonia fixa, celulares, infoestruturas para dados), mas hoje, há uma convergência das mídias. Com o avanço das tecnologias digitais, temos novos desafios (bullying e assédio digital, desordem da informação, culto ao ódio, crimes cibernéticos), mas também oportunidades (inclusão digital e social, ensino remoto ou a distância, internet do bem, transparência). Para integrar tudo isso na educação formal, vê-se a necessidade de alfabetização midiática e informacional, um enorme desafio educacional. A alfabetização midiática e informacional é um currículo (vivo), para além das tecnologias de comunicação, entrando nas questões éticas, na proteção de estudantes e professores. Dra. Leila Iannone, pesquisadora da UNESCO, falou sobre Alfabetização Midiática Informacional, a partir da relevância no currículo em tempos disruptivos. Dra. Leila identificou-se como ex-aluna do Colégio Santa Inês, de São Paulo (FMA). De longa data, informou, vem trabalhando com avaliação dos currículos. Em síntese, a contribuição da Dra. Leila Iannone: Disparidades existem no acesso à informação e às mídias. Com a pandemia, a situação ficou evidente. Na escola pública, foi lamentável. Essa situação tem reflexos na liberdade de expressão (silêncio das minorias), no exercício da crítica (escolhas conscientes x alienação), conteúdos para tomada de decisões (baseadas em informação x extemporâneas). As competências que precisam ser desenvolvidas, nessa área, não são só para o mundo do trabalho, mas para a vida pessoal. Precisamos de um currículo que trabalhe claramente a segurança, a integridade e a privacidade, como direito de cidadania . As novas gerações precisam ser protegidas. O projeto de alfabetização midiática precisa promover processo de competências: autodefesa diante das culturas dominantes, por meio de discussões e engajamentos criativos; proteção da diversidade cultural, do multilinguismo e do pluralismo. No mundo, há uma grande quantidade de crianças e jovens apatridos; nós, temos as grandes periferias, as grandes comunidades. Neste sentido, a alfabetização midiática é questão de sobrevivência para o trabalho, para a produtividade cultural, para o direito de cidadania. Estamos em tempos disruptivos. O mundo mudou. O cenário é incerto. A escola ainda é lugar de constituição de identidades, lugar de construção de humanidades. Presencial ou híbrido, nosso currículo precisa contribuir com a construção de identidades dos indivíduos, dos cidadãos. O currículo é o motor da escola, o seu coração. A escola precisa manter os seus princípios e sua finalidade. Como o mundo mudou, o currículo precisa ser revisto, em função do novo cenário. Em tempos disruptivos, as fronteiras se abriram. Mais do que nunca as escolas precisam fazer a avaliação dos seus currículos, particularmente na formação dos professores. O mundo mudou e nós não podemos continuar a olhar com o mesmo olhar. Precisamos transformar a prática, a partir do currículo. Não apenas é necessário dominar o conteúdo, mas saber aplicar, em atitudes coerentes, respeitosas, cidadãs. Os nossos alunos precisam conhecer, aplicar, transformar, compartilhar e aprender a cuidar uns dos outros. E aqui, no nosso caso, por meio, também, as novas tecnologias. Estamos numa aldeia global. Não estamos isolados. O momento dramático que o Brasil vive tem repercussão nas outras nações. Sobre a reorganização curricular, em tempos disruptivos, vem o tema das competências socioemocionais. Já não temos só os quatro pilares. Há um outro. Saber ser, saber conhecer saber fazer, saber conviver, saber tornar-se. Precisamos usar todo os recursos possíveis para que a esta geração e as próximas saibam encontrar soluções éticas, possíveis, colaborativas. Depois da contribuição dos dois assessores, seguiram-se várias reações dos participantes. A Dra. Leila enfatizou novos pontos, como segue. O currículo também tem que transformar a vida do professor (visão de educação transformadora para o bem). A educação tem que transformar o professor, o aluno, a família, a comunidade. Professor como agente de transformação. A assessora dispôs-se a acompanhar a avaliação do currículo da rede. E lembrou: a educação que só faz repetição, não faz mudança, somando a uma citação do Papa Francisco por um dos presentes. Concluindo, a Ir. Marcia sinalizou o interesse de uma maior aproximação da UNESCO. Respondeu o Prof. Adauto positivamente, indicando, no horizonte, uma possível parceria, algum projeto comum. A Ir. Sílvia, da Ação Social da rede, viu pontos de contatos muito fortes com os projetos da rede nesta área. O Pe. Waldomiro Bonakowski, diretor executivo da rede, tocou no tema da exclusão digital, referindo-se à prática de Dom Bosco diante dos desafios. A Ir. Adiar Sberga falou do escritório de Genebra das FMA com estatuto consultivo da ONU desde 2008. O encontro conclui-se nesta sexta, dia 26 de março, com a análise do tema ‘Parâmetros institucionais de qualidade para as escolas”. Por Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
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